Meu processo de gravação sonora começou com eu indo após o RU para a praça próximo
ao restaurante Rey da Esfiha. Lá eu gravei o primeiro áudio de dia.
Logo quando cheguei lá, avistei um grande grupo de pombos e decidi me aproximar deles
para capturar o som de seus “piados” e bater de asas. Durante a gravação ouvi não
somente os pombos, ouvi também o vento nas árvores e outros pássaros que estavam em
volta. Havia algumas pessoas na praça, porém o som delas não era tão marcante e nem tão
persistente como o dos pássaros. Havia um senhor sozinho e um grupo de adolescentes
mais ao longe, mas sem fazer muito barulho.
Mesmo em meio a captura do som da natureza da praça, era possível ouvir ao lado os
carros e motos que passavam eventualmente.
Logo após gravar o som e chegar em casa tive minha única dificuldade: meu celular
quebrou e tinha perdido esse arquivo que tinha gravado até então. Porém depois consegui
retirar o arquivo do meu celular mesmo com ele quebrado. Após esse ocorrido fiquei muito
frustrada com todo o processo, mas mesmo assim fui a noite gravar com a Giovanna no
celular dela nossos áudios noturnos.
Durante a noite não tinha muitos sons, foi realmente bem silencioso, o que mais ouvi foi
alguns pássaros o que me impressionou por conta do horário, pois eu não sabia que
pássaros piavam durante a noite.
Enfim, a gravação foi meio complicada para mim pois eu carreguei a frustração da quebra
do meu celular pelo resto do dia, mas no período da tarde onde ainda estava com o
aparelho, foi um momento bem relaxante e tranquilo, enquanto a noite, remoendo o que
tinha acontecido o momento de silêncio foi meio torturante para ficar com meus
pensamentos naquele momento.
por Mariana Sales Carrara