Minha equipe ficou responsável pela gravação no bairro do Caquende, mesmo não estando presente na aula de separação de grupos fiz questão de entrar em contato com a equipe e foi uma experiência muito tranquila trabalhar com Otávio e Mario, logo decidimos horários para gravar e conseguimos de maneira
coletiva ir até o Caquende na Quinta-Feira (22/10/2026) gravar sons no bairro no período da tarde e noite. Mário já havia gravado no período da manhã de um outro dia e nos auxiliou com espaços estratégicos de onde poderíamos gravar para criar uma Cartografia Aural mais ampla da região.
Foi uma experiência bastante desafiadora de início, me posicionar, encontrar a melhor forma de gravar e não ser uma perturbação tanto sonora, quanto à rotina do espaço. Por fim, consegui me posicionar na Praça Raimundo de Oliveira, onde um córrego passa por baixo da praça, foi bem tranquilizante ouvir o som da água, dos passáros e da vida acontecendo num fim de tarde rotineiro da região. Me fez me atentar mais para pequenos sons, observar mais a vida e a natureza seguindo seu curso, para além de um exercício de
escuta/gravação foi também um exercício de presença.
Consegui gravar dois áudios em momentos diferentes do mesmo lugar, alguns sons se assemelham e outros se diferenciam, ao anoitecer a quantidade de movimento de pessoas andando diminui, o som dos pássaros também, aumentaram então os sons de carros e o barulho do córrego atrás de mim.
Em resumo, foi uma experiência interessante realizar a cartografia aural, me permitiu trabalhar a escuta, organizar as informações sobre os sons coletados e também entender a importância da ambiência.
por Di Freitas Oliveira