A experiência de captar sons foi bastante interessante para mim, embora desafiadora. Tenho uma dificuldade intrínseca ao meu ser de me manter quieto, e esse foi meu principal desafio. Não falar e deixar que os sons falem por si mesmos. Outro ponto desafiador foi a ausência de sons interessantes para se gravar. Fui juntamente ao meu grupo gravar pela manhã, e em decorrência disto, a quantidade de barulhos a serem gravados foi consideravelmente menor. Acredito que ainda sim conseguimos captar bons áudios, mas as opções eram limitadas. Percebi que diversas pessoas olharam para nós enquanto fazíamos a atividade. Achei normal, afinal, não é todo dia que se encontra pessoas gravando sons na rua, embora tenha sido um fato curioso de se notar. Acabamos falando com algumas pessoas durante o processo, e várias delas perguntaram o que estávamos fazendo. Acharam bem legal. Como dito anteriormente, a busca por sons foi difícil. Andamos em direção ao Morumbi no final da manhã e início da tarde, e estava bem ensolarado. Não encontramos muitas opções, portanto os áudios acabaram ficando parecidos. Mas num geral, achei que particularmente fiz um bom trabalho. O arquivo onde gravei os sons de passos e folhas secas é sem dúvida meu favorito. Foi divertido ficar pisando nos galhos até que formassem algum som. Penso que seria uma boa ambientação. Não consegui subir a ladeira juntamente com meu grupo devido ao sol, mas queria ter ido. Num geral, para mim foi uma ótima experiência. Foi enriquecedor, e sem dúvidas gosto muito da parte de captação. A única coisa que me decepcionou, ironicamente foi o silêncio. Nunca pensei que Cachoeira seria tão quieta, principalmente num horário com esse.
por Miles Barreto Almassy