Giovanna Rocha Guedes

Minha experiência gravando sons foi muito tranquila, sem muitas dificuldades técnicas. De
tarde gravamos o primeiro som, onde fomos em uma escada que levava até o Rio
paraguaçu e a água estava tão baixa que conseguimos descer até o último degrau e ficar
bem próximo a água. Por ser tarde o local estava mais vazio e sem muitas pessoas, tinha
só algumas mesas que ainda terminavam de almoçar. O barulho da água e dos pássaros
me lembrou a praia, e essa tranquilidade e relaxamento só me fez ter certeza de como eu
prefiro o dia, e a tranquilidade da tarde, do que a noite, pois o som dos pássaros me traz
paz. E também pude aproveitar muito bem o tempo em silêncio somente apreciando o
barulho da água e dos animais.

De noite também foi bem tranquilo. O Rio estava bem baixo a ponto de ver o chão e não
deu pra ouvir o barulho da água nesse momento. A rua não estava muito movimentada
novamente, apenas tinha algumas mulheres próximas conversando, e dava para ouvir bem
o som da música em São Félix. O que mais me cativou e que até me fez ficar imaginando
ritmos foram os grilos grilando, que apesar de estarem muito próximos eu não sabia dizer
onde estavam, e foi muito hipnotizado ouvi-los.

Inconscientemente eu escolhi esse local, porém quando eu estava lá, eu me lembrei que
aquele local foi o primeiro local que eu almocei com meu pai quando cheguei na cidade e
me relembrei do que senti naquele dia, todo medo e insegurança de ser nova na cidade.
Também senti a saudade de casa que sempre carrego comigo, e a experiência foi muito boa
apesar de ter me trago muitos sentimentos diferentes, me fez perceber muitos sons
diferentes e refletir bastante sobre o momento que cheguei aqui e onde estou nesse
momento.

por Giovanna Rocha Guedes